sábado, 8 de junho de 2013

Aprovação a governo Dilma cai e fica em 57%, aponta Datafolha

Instituto registra queda de oito pontos percentuais em relação a março.
Pesquisa, que ouviu 3.758 pessoas, foi divulgada pela 'Folha de S.Paulo'.

Do G1, em São Paulo
 
 
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pelo jornal "Folha de S.Paulo", em seu site, mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 57% dos eleitores, que o consideram bom ou ótimo. Foi registrada uma queda de oito pontos percentuais em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em março.
É a primeira vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Para 33% dos ouvidos, o governo Dilma é considerado regular.; 9% julgam a gestão da presidente ruim ou péssima. Apenas 1% diz não saber.
A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 deste mês. Foram feitas 3.758 entrevistas em 180 municípios do país.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre a inflação: 51% disseram que ela vai aumentar (índice seis pontos percentuais acima do último levantamento). Em relação ao desemprego, 36% afirmaram que ele vai aumentar, contra 31% em março.
Levantamento anterior
Em março, 65% consideraram o desempenho da presidente como bom ou ótimo, 27% como regular e 7% como ruim ou péssimo, segundo o Datafolha. A pesquisa feita nos dias 20 e 21 de março ouviu 2.653 pessoas com 16 anos ou mais em 166 cidades do Brasil.

Eleições 2014
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que, apesar da queda na avaliação de seu governo, a presidente aparece na frente em uma eventual disputa à reeleição, tendo como possíveis adversários a ex-senadora Marina Silva (que cria o partido Rede Sustentabilidade), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Neste cenário, Dilma aparece com 51% das intenções de voto, seguida por Marina, com 16%, e Aécio, com 14%. Campos tem 6%, de acordo com o Datafolha.

sábado, 1 de junho de 2013

Pesquisas mostram que ataques da mídia conservadora não atingem a presidenta

1/6/2013 14:48
Por Redação - de São Paulo


Dilma Rousseff
Dilma Rousseff
A presidenta Dilma Rousseff, a exemplo de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria uma espécie de “blindagem popular” contra a mídia conservadora, capaz de impedir que os ataques simultâneos dos maiores meios de comunicação do país atinjam a sua imagem perante o eleitor. A certeza de que esta façanha seja verdadeira viria de pesquisas de opinião realizadas sistematicamente pela assessoria da Presidência da República, segundo revela em seu site, Blog da Cidadania, o advogado Eduardo Guimarães, no artigo publicado neste sábado. Tais estudos junto ao eleitor mostrarão ser inúteis os artigos, notas, manchetes e outros destaques das notícias negativas contra a mandatária brasileira, teria afirmado um interlocutor do blogueiro no Palácio do Planalto.
“Sobre as acusações de alheamento ao processo de difamação do governo, a fonte garante que este vem fazendo medições diárias dos efeitos do bombardeio midiático através de um método de sondagem da opinião pública conhecido como tracking, tudo sob o comando do marqueteiro João Santana. Nesse aspecto, sobre a cobrança deste Blog no sentido de que a presidente da República fosse à televisão, em rede nacional, a fim de fornecer ao público a versão correta dos fatos, o Planalto, por conta da sondagem que faz da opinião pública, teria dados que comprovam que a farsa ‘não colou’ e que as falas não-oficiais da presidente, de Lula e do presidente do PT teriam bastado”, escreve Guimarães.
Ainda segundo a fonte,”não está sendo feito hoje pela mídia nada que já não tenha sido feito antes e que, como se sabe, não funcionou. O Planalto consideraria, pois, que ‘Em time que está ganhando não se mexe’ e que futuras pesquisas que serão difundidas publicamente revelarão que o bombardeio em curso terá sido ‘inútil”. Mas Guimarães não se convenceu: “A ver”.
Coexistência
“O bombardeio midiático de saturação contra o governo Dilma começou neste ano. Nos seus dois primeiros anos, a presidente desfrutou de coexistência pacífica com a mídia, cujos ataques se limitaram ao PT e ao ex-presidente Lula. Agora, aqueles ataques deram lugar ao que este Blog previu, ao longo de 2011 e 2012, que ocorreria. Era previsível que o ataque a Dilma seria deixado para mais perto de sua sucessão (2014) e que, primeiro, haveria que desmoralizar o responsável pela eleição dela e o partido de ambos. Nos últimos dias, este Blog vem criticando duramente o que qualificou como mutismo da presidente e do PT diante dos ataques da oposição e da mídia, nos quais o discurso antigoverno se tornou tão uníssono que chega a impressionar, dando a impressão de que o pré-candidato tucano Aécio Neves vem escrevendo os textos dos três grandes jornais e da principal revista semanal de oposição”, continuou Guimarães.
O blogueiro reparou que “tanto faz ler a Folha de São Paulo, O Globo, o Estado de São Paulo ou a revista Veja. Os três – entre outros – divulgam editoriais, artigos, colunas, reportagens e até cartas de leitores idênticos exprimindo meras opiniões contra o governo e de vitimização da oposição. E como tanto faz ler sobre política em um dos três grandes jornais ou na revista semanal e congêneres, tome-se como exemplo editorial da Folha deste sábado, o qual deixa a impressão de ter sido escrito com base em pronunciamento recente do senador tucano por Minas Gerais, Aécio Neves, em que acusou a presidente da República de ser a responsável por informação errada dada pela Caixa Econômica Federal sobre a liberação antecipada de pagamentos do Bolsa Família e pelos boatos que causaram pânico entre os beneficiários do programa”, concluiu.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SE A ELEIÇÃO FOSSE AGORA, DILMA PODERIA BATER " OS TRES JUNTOS" E VENCER NO PRIMEIRO TURNO



Marina mostra as garras

Além de enfrentar a presidente Dilma, o PSDB tem um novo desafio pela frente na sucessão presidencia: encarnar a oposição.
Os tucanos fizeram uma pesquisa nacional e o resultado acendeu a luz amarela. Marina Silva (Rede), com 31,7%, e Aécio Neves (PSDB), com 30,2%, estão em empate técnico no quesito “quem melhor representa oposição ao governo PT/Dilma”.
Nela, a presidente Dilma aparece com 53% das intenções de voto, Marina Silva com 18%, Aécio Neves com 15% e Eduardo Campos com 6%.
A pesquisa foi feita a pedido do novo marqueteiro dos tucanos, Renato Pereira, e foi aplicada pelo Instituto Ideia, que fez seis mil entrevistas.

“Quem está contra nós, está contra o PSDB também. Eles que não se iludam”
Paulo Bernardo
Ministro das Comunicações, sobre o potencial eleitoral da ex-ministra Marina Silva, candidata preferida dos eleitores que contestam a política tradicional

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pesquisa coloca Marta na dianteira da corrida eleitoral por São Paulo

2/5/2013 12:41
Por Redação - de São Paulo

Marta Suplicy
Marta Suplicy não conseguiu levar adiante processo contra revista de ultradireita
Em pesquisa realizada no Instituto Datafolha e divulgada nesta quinta-feira, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, foi eleita a melhor prefeita de São Paulo nos últimos 30 anos, por um em cada quatro moradores da cidade. A pesquisa ouviu 1.120 paulistanos na quinta e na sexta-feira da semana passada.
A líder petista administrou a capital paulista de 2001 a 2004 e deixou como marca programas como o Bilhete Único e dos CEUs (escolas com atividades extras em tempo integral). Entre os entrevistados, 28% disseram ter preferência pelo PT. Dos que escolheram Marta, o índice é de 47%.
Os tucanos Mário Covas (1983 a 1985) e José Serra (2005 e 2006) aparecem em segundo lugar na preferência dos paulistanos, de 16% e 15% dos entrevistados, respectivamente. Na avaliação dos piores prefeitos, 27% apontaram Celso Pitta, eleito pelo extinto PPB.
Paulo Maluf (PP) é apontado como melhor prefeito por 12%, o que o coloca na quarta posição. No ranking dos piores, porém, ele ocupa a segunda colocação – 23% dos entrevistados o escolheram, atrás apenas de seu sucessor.
O terceiro entre os piores, para 18%, foi Gilberto Kassab (PSD), que chegou à prefeitura como vice de Serra. Enquanto 7% dos entrevistados disseram que nenhum deles pode ser considerado o melhor prefeito, apenas 1% deixou de escolher o pior.
Novo quadro
Diante da pesquisa, que surpreendeu a direção petista, o ex-presidente Lula passa a contar com mais um elemento de peso na escolha que irá fazer, no próximo ano, sobre quem será o candidato do PT ao governo de São Paulo. Se ele não concorrer ao cargo, o que é uma possibilidade concreta, Lula agora tem mais um petista de fôlego com quem contar na corrida eleitoral. Além da ministra da Cultura, o partido tem ainda o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, entre outros possíveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.
Dentro do PT, a ministra da Cultura terá de passar pelo crivo de Lula para reconquistar a preferência partidária. Ela foi preterida em 2010, quando lançou sua candidatura a prefeita, pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad. Lula ordenou que Haddad fosse o candidato, o partido atendeu e Haddad, por fim, venceu a eleição. Resignada, Marta renunciou à disputa interna no meio do caminho. O mesmo processo deverá ocorrer sobre a escolha do candidato petista a governador. Lula terá o baralho inteiro nas mãos e baixará a carta que desejar. Deste jogo fazem parte o atual prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, além da própria Marta.
Descartou-se, de própria voz, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que avisou que não quer ser candidato para mergulhar em suas tarefas no governo federal. Ontem, 1º de maio, em rede nacional de tevê, a presidente Dilma anunciou que o foco de seu governo, nesta última quadra de primeiro mandato, será feito na Educação. Mercadante, portanto, está fora da disputa por São Paulo.
Pequeno perfil
Luiz Marinho, compadre de Lula, quer muito ser o escolhido para disputar o governo paulista. Trabalha para isso, com uma administração operosa em São Bernardo do Campo. Apesar da experiência administrativa que vai acumulado, ele ainda terá de ser apresentado para a grande maioria do eleitorado, uma vez que não figura como candidato viável, hoje, nas pesquisas de intenção de voto feitas pelo partido. Isso não impediu Lula, dois anos atrás, de escolher Haddad, que vivia a mesma situação, mas talvez ele reflita, pelo dito popular, que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. A ver.
O ministro Alexandre Padilha tem trânsito livre na máquina partidária, mas transferiu seu domicílio eleitoral para o Pará em razão de missões petistas. Ainda não o trouxe de volta. Evitou fazer isso em 2010 para não ser confundido como postulante ao cargo de prefeito de São Paulo, que estava reservado a Haddad. Padilha tem a preferência pessoal de Lula, mas carrega um contra-peso: a área da Saúde é que tem a pior avaliação popular no governo Dilma. É uma missão impossível corrigir essa percepção nos 17 meses que faltam para a eleição. Pode ser, por isso, que Lula tire o pé dessa candidatura.
A prosseguir a situação de crescimento abaixo das expectativas do PIB, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, terá dificuldades em deixar o cargo para concorrer a governador. Mas ele é sim uma alternativa com que Lula trabalha para concorrer ao governo do Estado mais industrializado do País. O perfil de capitão de uma economia que gerou 19 milhões de empregos é, de fato, adequado para tentar empolgar as elites e as bases do eleitorado paulista, mas Mantega ainda depende de haver crescimento robusto nos próximos meses para ter segurança suficiente em trocar o posto de chefe de política econômica pelo de candidato em São Paulo.
Marta, por sua vez, vive seu melhor momento. Ela reagiu com a disciplina esperada à carona que lhe aplicada por Lula, ao preferir Haddad em lugar dela, que era a líder disparada nas pesquisas para a prefeitura da capital em 2010. Ao assumir, como espécie de prêmio de consolação, o Ministério da Cultura, ela não se acomodou. Ao contrário. Marta dinamizou a pasta, que sofria um turbilhão de críticas na gestão da antecessora Ana de Holanda. Ao criar o Vale Cultura, a nova ministra inovou num tema caro ao PT – o do subsídio direto contra a pobreza –, acrescentando renda no bolso do público e, assim, agradando a influente classe artística. Uma das confidentes da presidente Dilma, Marta voltou a se aproximar do ex-presidente Lula, com quem nunca rompeu.
Ambos têm conversado com frequência. O comportamento de Marta na campanha de Haddad, carregando o candidato por seus redutos eleitorais na periferia, foi considerado fundamental pelo partido para a vitória do atual prefeito. A ministra, ainda, talvez seja, na elite petista, a mais próxima e querida da população mais pobre. Com grandes redutos consolidados na populosa periferia da capital, Marta é vista como espécie de superstar nas cidades do interior. Fazer uma campanha dinâmica, alegre e desenvolvimentista já seria fácil para o PT com ela como candidata. Agora, com o título para Marta de melhor prefeita de São Paulo nos últimos 30 anos, ficou mais fácil ainda.

domingo, 24 de março de 2013


Otimismo com a economia explica aprovação de Dilma



DE SÃO PAULO


Para 51% dos brasileiros, a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses. Um contingente ainda maior, 68%, acha que sua própria situação deve evoluir.
O medo do desemprego pode ser considerado baixo. Apenas 31% acreditam que esse problema aumentará.
E a expectativa sobre a renda também é positiva: 49% acham que o poder de compra dos salários crescerá.
Os números, em contraste com avaliações de boa parte dos analistas de mercado, ajudam a explicar o índice recorde de popularidade da presidente Dilma Rousseff.
Após dois anos e três meses de mandato, Dilma faz um governo ótimo ou bom para 65% dos brasileiros. Outros 27% classificam a administração como regular. A avaliação negativa é de 7%.
Os dados são da pesquisa Datafolha realizada nos dias 20 e 21 de março com 2.653 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior com as mesmas perguntas, em dezembro do ano passado, o otimismo da população nas questões econômicas também superava o pessimismo.
Os índices, porém, eram mais modestos. A expectativa positiva em relação ao país, por exemplo, era 7 pontos menor. Em relação à própria situação, 11 pontos a menos.
O único quesito econômico pesquisado pelo Datafolha que hoje não é visto com otimismo pela maior parte da população é a inflação.
Para 45%, os preços tendem a subir. Outros 31% acham que a inflação ficará como está. Só 18% confiam na redução dos preços.
HISTÓRICO
O atual índice de aprovação do governo Dilma está três pontos acima do índice constatado em dezembro do ano passado, a última vez que o Datafolha havia feito esse tipo de levantamento.
Dilma também está melhor que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no período equivalente. Na virada de 2004 para 2005, quando Lula completava o segundo ano de mandado, o índice de aprovação do governo era 20 pontos menor que o atual.
Naquela época, 45% classificavam a administração de Lula como ótima ou boa. Era o recorde do petista até então. Na pesquisa seguinte, em junho de 2005, sua aprovação caiu para 35%.
A parte eleitoral da pesquisa Datafolha foi divulgada na edição de ontem da Folha.
Se a eleição para presidente da República fosse hoje, Dilma seria reeleita no primeiro turno com 58% dos votos --segundo o cenário mais provável de candidatos.
A ex-senadora Marina Silva, em campanha pela criação de um novo partido, ficaria em segundo lugar, com 16%. O tucano Aécio Neves alcançaria 10%, tecnicamente empatado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 6%.
NA TV
Nas últimas semanas, a presidente Dilma fez uma série de anúncios governamentais de impacto positivo.
Um dos mais noticiados foi a extinção do número de miseráveis listados no Cadastro Único do governo federal, resultado obtido após uma série de incrementos no alcance e nos valores pagos pelo programa Bolsa Família.
Outra medida relevante foi a redução dos impostos que incidem sobre os produtos da cesta básica, anunciada em rede nacional de rádio e TV.
Antes disso, Dilma já havia feito um pronunciamento, também em rede de TV, sobre a redução das tarifas de luz.
São iniciativas que ajudam a explicar o atual índice de popularidade da presidente.
O Datafolha fez uma pergunta para medir o impacto das realizações de Dilma. Nesse capítulo, 22% dos entrevistados dizem que ela fez pelo país mais do que eles esperavam; no final de 2012 esse índice era de 15%. A maioria (41%) diz hoje que ela fez aquilo que eles esperavam.
A expectativa quanto ao desempenho futuro de Dilma é positiva: 72% dizem que, daqui para a frente, ela fará um governo ótimo ou bom.
O sentimento de otimismo desponta ainda em outras questões formuladas pelo instituto. Na avaliação de 76%, o Brasil é um país ótimo ou bom para se viver; 87% dizem ter mais orgulho do que vergonha de ser brasileiro; 81% entendem que o país tem muita importância no mundo hoje. (RICARDO MENDONÇA)
Editoria de Arte/Folhapress
DILMA EM ALTA Otimismo da população faz presidente atingir aprovação recorde, aponta Datafolha

terça-feira, 19 de março de 2013

Popularidade de Dilma bate novo recorde e atinge 79%, diz Ibope

Aprovação pessoal da presidente também oscilou positivamente; 63% dos entrevistados consideram o governo de Dilma bom ou ótimo

iG São Paulo | - Atualizada às 19/03/2013 14:47:46
  • A popularidade da presidente Dilma Rousseff bateu novo recorde e atingiu 79% no mês de março de 2013, conforme mostra a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em dezembro de 2012, a popularidade da presidente era de 78%. 
Em dezembro de 2012: Aprovação do governo Dilma se mantém em 62%, aponta Ibope Em março de 2012:  Popularidade de Dilma bate recorde e sobe para 77%, diz Ibope
O percentual de brasileiros que desaprova a gerência da presidente caiu, e está em 17%. Também aumentou a confiança na presidente, que passou de 73% nas duas pesquisas anteriores para 75% agora. O total de entrevistados que não confiam em Dilma seguiu estável em 22%.
Governo

Agência Brasil
Dilma mantém popularidade em alta, diz pesquisa

A aprovação do governo de Dilma também oscilou positivamente. Para 63%, o governo de Dilma é ótimo ou bom. Nos dois levantamentos anteriores, essa taxa estava em 62%, e em 56%, em março de 2012 e em março de 2011, respectivamente. O levantamento revelou também que 29% dos entrevistados consideram o governo da presidente como regular e 7%, como ruim ou péssimo.
A CNI/Ibope identificou que houve um crescimento do otimismo em relação aos próximos meses do governo, com a taxa de ótimo ou bom passando de 62% em dezembro para 65% agora. Os que projetam o restante do governo como regular está em 24% e, como ruim ou péssimo, em 8%.
Leia mais sobre a presidente Dilma: Dilma faz alerta a agressores: 'Maior autoridade deste País é uma mulher'
Dilma lançará centros para atender mulheres vítimas de violência
Com pé machucado, Dilma usa crocs para receber premiê russo
Na área de economia, a CNI/Ibope identificou que de maneira mais geral a população está mais satisfeita com o governo. Em relação ao combate à fome e à pobreza, a taxa subiu de 62% para 64%. Sobre o meio ambiente, o avanço foi de 52% para 57%. No quesito combate ao desemprego a alta foi um pouco mais tênue, de 56% para 57%. A política de combate à inflação recebeu aprovação de 48% da população, ante 45% visto na pesquisa anterior. Sobre educação, a taxa de aprovação subiu de 43% para 47% e em relação à taxa de juros, de 41% para 42%.
Apenas três quesitos da pesquisa estão com taxa de desaprovação acima de 60%. Um deles é a cobrança de impostos que está exatamente em 60%. Mesmo assim, houve uma melhora nesse item já que no levantamento anterior a desaprovação era de 65%. Em relação à segurança pública, também houve queda, passando de 68% para 66%. O maior problema da presidente, na avaliação da população, ainda é a saúde, mas mesmo assim, a taxa de desaprovação recuou, de 74% para 67%.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 8 e 11 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
* Com Agência Estado

domingo, 17 de fevereiro de 2013

62% apoiam cotas para alunos negros, pobres e da escola pública, diz Ibope


Pesquisa feita para o 'Estado' revela que aprovação às cotas raciais em universidades públicas é proporcionalmente menor que às outras duas - para carentes e estudantes da rede pública; mesmo entre negros, apoio a cotas por cor é menor que para pobres



Quase dois em cada três brasileiros são a favor de cotas em universidades públicas tanto para negros quanto para pobres como para alunos da escola pública. Pesquisa nacional do Ibope feita a pedido do Estado mostra que 62% da população apoia a implementação dos três tipos de cotas - mecanismos que facilitam o acesso desses segmentos sociais às vagas do ensino superior.



Há variações significativas, porém. O grau de apoio muda de região para região, entre classes sociais, de acordo com a cor da pele do entrevistado e segundo o seu grau de escolaridade.



Outra constatação importante da pesquisa é que há um apoio significativamente maior às cotas que levam em conta a renda (77%) e/ou a origem escolar (77%) dos pretendentes às vagas que às cotas baseadas só na cor autodeclarada do aluno (64%).



Em contraposição aos 62% que apoiam todos os tipos de cotas, 16% dos brasileiros são contra qualquer uma delas, segundo o Ibope. Os restantes não souberam responder (5%) ou são a favor de um ou dois tipos de cotas, mas contra o terceiro: 12%, por exemplo, defendem cotas para alunos pobres e para alunos da rede pública, mas são contrários às cotas para alunos negros.



A oposição às cotas para pobres, negros e alunos da rede pública tende a ser maior entre brancos, entre brasileiros das classes de consumo A e B, entre pessoas que cursaram faculdade e entre os moradores das capitais e das Regiões Norte e Centro-Oeste.



Nível de estudo. Já o apoio à política de cotas nas universidades públicas é proporcionalmente mais alto entre quem estudou da 5.ª à 8.ª série, entre os emergentes da classe C, entre nordestinos e moradores de cidades do interior do País.



Essa diferença de perfil entre os contrários e os a favor sugere que aqueles que estão em busca de ascensão social e econômica tendem a ter mais simpatia por políticas que aumentem suas chances de chegar à faculdade, enquanto aqueles que já chegaram lá - a maioria sem ter se beneficiado desses mecanismos - têm maior probabilidade de serem contrários a esse favorecimento.



Em nenhum estrato social, porém, a oposição às cotas nas universidades públicas é maior que o apoio a elas. Segundo o Ibope, num único segmento há empate. É justamente entre os brasileiros que já se formaram na faculdade - e, mesmo assim, só no que se refere à política de cotas para negros: 49% dos diplomados são contra e 49% são a favor. O resto não respondeu.



Como acontece com todos os estratos sociais, os brasileiros com nível superior são francamente a favor das cotas para alunos de baixa renda (78%) e para alunos originários da rede pública de ensino (75%). Por que, então, só 49% defendem as cotas por cor?



Uma hipótese é que esse terço que apoia as duas primeiras, mas não a terceira, avalie que as cotas por renda e por tipo de escola de origem do aluno já sejam suficientes para cobrir as necessidades dos alunos negros, por se sobreporem.



Das três cotas, a cor é a única que não se baseia em critérios verificáveis, mas na autodeclaração de quem pleiteia a cota.



Embora a resistência às cotas por cor seja maior entre quem cursou faculdade, ela aparece também entre outros segmentos sociais.



Mesmo entre negros, que se beneficiariam diretamente delas, as cotas por cor recebem apoio menor que as cotas por renda e escola de origem: 26% dos negros são contra as cotas para negros, mas só 16% deles são contrários às cotas para pobres.



Grande maioria. Apesar das diferenças, a maioria absoluta é favorável às cotas. Mesmo os 64% de apoio às cotas para negros são raros de encontrar. Por comparação, menos brasileiros são a favor do voto obrigatório (45%) ou defendem a reeleição dos políticos (58%), por exemplo (Ibope, 2006).



A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 17 e 21 de janeiro. Foram realizadas 2.002 entrevistas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais.

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