sexta-feira, 14 de junho de 2013

Bahia: No pleito presidencial, Dilma tem 54,4%, Marina Silva 17,2%, Aécio Neves 7,7% e Eduardo Campos 2,1%.

Recorte da




O eleitor de luxo
Ele não será candidato no ano que vem, mas o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), lidera todas as pesquisas para o governo da Bahia. Ele tem cerca de 37% das intenções de voto (P&A). Nos cenários sem sem seu nome, os indefinidos pulam para 34% e a candidatura de Geddel Vieira Lima (PMDB) é turbinada em dez pontos percentuais.

Fotografia do momento na Bahia
O vice-presidente da CEF, Geddel Vieira Lima (PMDB), lidera a corrida para o governo da Bahia. Pesquisa do Instituto P&A mostra Geddel com 23,2% e a senadora Lídice da Mata (PSB) com 13,1%. O petista melhor colocado, o senador Walter Pinheiro, tem 9,5%. : No pleito presidencial, Dilma tem 54,4%, Marina Silva 17,2%, Aécio Neves 7,7% e Eduardo Campos 2,1%.



LEIA TAMBÉM:

A coluna Panorama Político (11/6) do jornal O Globo (Ilimar Franco)


DESTAQUE DESTE BLOG:

O favorito
A intenção de voto no líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB), para o governo do Amazonas, oscila de 57% a 67%, segundo o Ibope. Para presidente: Dilma 72%; Marina Silva 14%; Aécio Neves 3%; e, Eduardo Campos 3%.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Governo Dilma tem 54,2% de aprovação, mostra pesquisa

11/06/2013 - 11h13
Luciene Cruz
Repórter Agência Brasil

Brasília - O governo da presidenta Dilma Rousseff teve aprovação de 54,2% da população, aponta pesquisa feita pelo Instituto MDA e divulgada hoje (11) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O número é inferior aos 56,6% registrados no último levantamento, em agosto de 2012.
Além disso, o levantamento mostra que 73,7% dos entrevistados avaliam como positivo o desempenho pessoal da presidenta. O percentual é inferior aos 75,7% registrados na última pesquisa. No total, 20,4% desaprovam a gestão de Dilma.
Apesar da queda na popularidade, a presidenta Dilma “ainda mantém altos índices de aprovação, com reflexo em elevado percentual de intenção de voto, o que a torna, hoje, favorita à reeleição”, informa o documento.
Na comparação com o governo do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, 29,4% consideram que a gestão anterior melhor, contra 12% que preferem o atual mandato.
A pesquisa traz dados sobre a expectativa da população em relação ao governo e a temas conjunturais. Nesta edição, foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 134 municípios de 20 estados, entre os dias 1º e 5 de junho.
Edição: Talita Cavalcante
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domingo, 9 de junho de 2013

Com 51%, Dilma continua favorita na corrida eleitoral

Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem. No cenário mais provável da disputa, Dilma teria 51% das intenções totais de voto, segundo pesquisa Datafolha finalizada sexta-feira com 3.758 entrevistas.



São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.
Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece a ex-senadora Marina Silva, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.
Aécio está tecnicamente empatado com Marina, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos.
Recém-eleito presidente do partido, o pré-candidato tucano foi beneficiado pela exposição intensiva de sua imagem na série recente de propagandas do PSDB no rádio e na televisão.
Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.
Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.
RECORTES
O melhor desempenho de Dilma ocorre na região Nordeste do país, onde a presidente alcança 59% das intenções de voto.
O Nordeste é também a única região do país em que Campos obtém índice de dois dígitos na pesquisa, 12%.
Entre todos os recortes por renda, idade e escolaridade, o pior desempenho de Dilma está entre os eleitores que declaram ter ensino superior.
Se a disputa fosse feita só nesse grupo, a eleição seria bem mais apertada. Dilma continuaria vencendo, mas com 34%; Marina ficaria com 29%; Aécio, com 19%.
O Datafolha também fez simulações da disputa com os nomes do ex-presidente Lula e do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Lula, que sempre afirma não ter intenção de disputar em 2014, alcançaria mais votos que Dilma: 55%, em seu melhor cenário.
Já Barbosa, popular por ter presidido o julgamento do mensalão, teria 8%.
A pesquisa espontânea dá pistas sobre o grau de interesse dos eleitores a 1 ano e 4 meses do pleito. Quando o entrevistador pergunta pelo candidato preferido sem apresentar nomes de eventuais concorrentes, 50% dos eleitores dizem que ainda não sabem em quem votar.
Nesse tipo de apuração, Dilma é citada por 27% dos eleitores (eram 35% em março); Lula é mencionado por 6%; Aécio, por 4%.
Fonte: Folha On Line
Foto: Reprodução


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sábado, 8 de junho de 2013

Aprovação a governo Dilma cai e fica em 57%, aponta Datafolha

Instituto registra queda de oito pontos percentuais em relação a março.
Pesquisa, que ouviu 3.758 pessoas, foi divulgada pela 'Folha de S.Paulo'.

Do G1, em São Paulo
 
 
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pelo jornal "Folha de S.Paulo", em seu site, mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 57% dos eleitores, que o consideram bom ou ótimo. Foi registrada uma queda de oito pontos percentuais em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em março.
É a primeira vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Para 33% dos ouvidos, o governo Dilma é considerado regular.; 9% julgam a gestão da presidente ruim ou péssima. Apenas 1% diz não saber.
A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 deste mês. Foram feitas 3.758 entrevistas em 180 municípios do país.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre a inflação: 51% disseram que ela vai aumentar (índice seis pontos percentuais acima do último levantamento). Em relação ao desemprego, 36% afirmaram que ele vai aumentar, contra 31% em março.
Levantamento anterior
Em março, 65% consideraram o desempenho da presidente como bom ou ótimo, 27% como regular e 7% como ruim ou péssimo, segundo o Datafolha. A pesquisa feita nos dias 20 e 21 de março ouviu 2.653 pessoas com 16 anos ou mais em 166 cidades do Brasil.

Eleições 2014
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que, apesar da queda na avaliação de seu governo, a presidente aparece na frente em uma eventual disputa à reeleição, tendo como possíveis adversários a ex-senadora Marina Silva (que cria o partido Rede Sustentabilidade), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
Neste cenário, Dilma aparece com 51% das intenções de voto, seguida por Marina, com 16%, e Aécio, com 14%. Campos tem 6%, de acordo com o Datafolha.

sábado, 1 de junho de 2013

Pesquisas mostram que ataques da mídia conservadora não atingem a presidenta

1/6/2013 14:48
Por Redação - de São Paulo


Dilma Rousseff
Dilma Rousseff
A presidenta Dilma Rousseff, a exemplo de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria uma espécie de “blindagem popular” contra a mídia conservadora, capaz de impedir que os ataques simultâneos dos maiores meios de comunicação do país atinjam a sua imagem perante o eleitor. A certeza de que esta façanha seja verdadeira viria de pesquisas de opinião realizadas sistematicamente pela assessoria da Presidência da República, segundo revela em seu site, Blog da Cidadania, o advogado Eduardo Guimarães, no artigo publicado neste sábado. Tais estudos junto ao eleitor mostrarão ser inúteis os artigos, notas, manchetes e outros destaques das notícias negativas contra a mandatária brasileira, teria afirmado um interlocutor do blogueiro no Palácio do Planalto.
“Sobre as acusações de alheamento ao processo de difamação do governo, a fonte garante que este vem fazendo medições diárias dos efeitos do bombardeio midiático através de um método de sondagem da opinião pública conhecido como tracking, tudo sob o comando do marqueteiro João Santana. Nesse aspecto, sobre a cobrança deste Blog no sentido de que a presidente da República fosse à televisão, em rede nacional, a fim de fornecer ao público a versão correta dos fatos, o Planalto, por conta da sondagem que faz da opinião pública, teria dados que comprovam que a farsa ‘não colou’ e que as falas não-oficiais da presidente, de Lula e do presidente do PT teriam bastado”, escreve Guimarães.
Ainda segundo a fonte,”não está sendo feito hoje pela mídia nada que já não tenha sido feito antes e que, como se sabe, não funcionou. O Planalto consideraria, pois, que ‘Em time que está ganhando não se mexe’ e que futuras pesquisas que serão difundidas publicamente revelarão que o bombardeio em curso terá sido ‘inútil”. Mas Guimarães não se convenceu: “A ver”.
Coexistência
“O bombardeio midiático de saturação contra o governo Dilma começou neste ano. Nos seus dois primeiros anos, a presidente desfrutou de coexistência pacífica com a mídia, cujos ataques se limitaram ao PT e ao ex-presidente Lula. Agora, aqueles ataques deram lugar ao que este Blog previu, ao longo de 2011 e 2012, que ocorreria. Era previsível que o ataque a Dilma seria deixado para mais perto de sua sucessão (2014) e que, primeiro, haveria que desmoralizar o responsável pela eleição dela e o partido de ambos. Nos últimos dias, este Blog vem criticando duramente o que qualificou como mutismo da presidente e do PT diante dos ataques da oposição e da mídia, nos quais o discurso antigoverno se tornou tão uníssono que chega a impressionar, dando a impressão de que o pré-candidato tucano Aécio Neves vem escrevendo os textos dos três grandes jornais e da principal revista semanal de oposição”, continuou Guimarães.
O blogueiro reparou que “tanto faz ler a Folha de São Paulo, O Globo, o Estado de São Paulo ou a revista Veja. Os três – entre outros – divulgam editoriais, artigos, colunas, reportagens e até cartas de leitores idênticos exprimindo meras opiniões contra o governo e de vitimização da oposição. E como tanto faz ler sobre política em um dos três grandes jornais ou na revista semanal e congêneres, tome-se como exemplo editorial da Folha deste sábado, o qual deixa a impressão de ter sido escrito com base em pronunciamento recente do senador tucano por Minas Gerais, Aécio Neves, em que acusou a presidente da República de ser a responsável por informação errada dada pela Caixa Econômica Federal sobre a liberação antecipada de pagamentos do Bolsa Família e pelos boatos que causaram pânico entre os beneficiários do programa”, concluiu.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SE A ELEIÇÃO FOSSE AGORA, DILMA PODERIA BATER " OS TRES JUNTOS" E VENCER NO PRIMEIRO TURNO



Marina mostra as garras

Além de enfrentar a presidente Dilma, o PSDB tem um novo desafio pela frente na sucessão presidencia: encarnar a oposição.
Os tucanos fizeram uma pesquisa nacional e o resultado acendeu a luz amarela. Marina Silva (Rede), com 31,7%, e Aécio Neves (PSDB), com 30,2%, estão em empate técnico no quesito “quem melhor representa oposição ao governo PT/Dilma”.
Nela, a presidente Dilma aparece com 53% das intenções de voto, Marina Silva com 18%, Aécio Neves com 15% e Eduardo Campos com 6%.
A pesquisa foi feita a pedido do novo marqueteiro dos tucanos, Renato Pereira, e foi aplicada pelo Instituto Ideia, que fez seis mil entrevistas.

“Quem está contra nós, está contra o PSDB também. Eles que não se iludam”
Paulo Bernardo
Ministro das Comunicações, sobre o potencial eleitoral da ex-ministra Marina Silva, candidata preferida dos eleitores que contestam a política tradicional

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pesquisa coloca Marta na dianteira da corrida eleitoral por São Paulo

2/5/2013 12:41
Por Redação - de São Paulo

Marta Suplicy
Marta Suplicy não conseguiu levar adiante processo contra revista de ultradireita
Em pesquisa realizada no Instituto Datafolha e divulgada nesta quinta-feira, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, foi eleita a melhor prefeita de São Paulo nos últimos 30 anos, por um em cada quatro moradores da cidade. A pesquisa ouviu 1.120 paulistanos na quinta e na sexta-feira da semana passada.
A líder petista administrou a capital paulista de 2001 a 2004 e deixou como marca programas como o Bilhete Único e dos CEUs (escolas com atividades extras em tempo integral). Entre os entrevistados, 28% disseram ter preferência pelo PT. Dos que escolheram Marta, o índice é de 47%.
Os tucanos Mário Covas (1983 a 1985) e José Serra (2005 e 2006) aparecem em segundo lugar na preferência dos paulistanos, de 16% e 15% dos entrevistados, respectivamente. Na avaliação dos piores prefeitos, 27% apontaram Celso Pitta, eleito pelo extinto PPB.
Paulo Maluf (PP) é apontado como melhor prefeito por 12%, o que o coloca na quarta posição. No ranking dos piores, porém, ele ocupa a segunda colocação – 23% dos entrevistados o escolheram, atrás apenas de seu sucessor.
O terceiro entre os piores, para 18%, foi Gilberto Kassab (PSD), que chegou à prefeitura como vice de Serra. Enquanto 7% dos entrevistados disseram que nenhum deles pode ser considerado o melhor prefeito, apenas 1% deixou de escolher o pior.
Novo quadro
Diante da pesquisa, que surpreendeu a direção petista, o ex-presidente Lula passa a contar com mais um elemento de peso na escolha que irá fazer, no próximo ano, sobre quem será o candidato do PT ao governo de São Paulo. Se ele não concorrer ao cargo, o que é uma possibilidade concreta, Lula agora tem mais um petista de fôlego com quem contar na corrida eleitoral. Além da ministra da Cultura, o partido tem ainda o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, entre outros possíveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.
Dentro do PT, a ministra da Cultura terá de passar pelo crivo de Lula para reconquistar a preferência partidária. Ela foi preterida em 2010, quando lançou sua candidatura a prefeita, pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad. Lula ordenou que Haddad fosse o candidato, o partido atendeu e Haddad, por fim, venceu a eleição. Resignada, Marta renunciou à disputa interna no meio do caminho. O mesmo processo deverá ocorrer sobre a escolha do candidato petista a governador. Lula terá o baralho inteiro nas mãos e baixará a carta que desejar. Deste jogo fazem parte o atual prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, além da própria Marta.
Descartou-se, de própria voz, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que avisou que não quer ser candidato para mergulhar em suas tarefas no governo federal. Ontem, 1º de maio, em rede nacional de tevê, a presidente Dilma anunciou que o foco de seu governo, nesta última quadra de primeiro mandato, será feito na Educação. Mercadante, portanto, está fora da disputa por São Paulo.
Pequeno perfil
Luiz Marinho, compadre de Lula, quer muito ser o escolhido para disputar o governo paulista. Trabalha para isso, com uma administração operosa em São Bernardo do Campo. Apesar da experiência administrativa que vai acumulado, ele ainda terá de ser apresentado para a grande maioria do eleitorado, uma vez que não figura como candidato viável, hoje, nas pesquisas de intenção de voto feitas pelo partido. Isso não impediu Lula, dois anos atrás, de escolher Haddad, que vivia a mesma situação, mas talvez ele reflita, pelo dito popular, que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. A ver.
O ministro Alexandre Padilha tem trânsito livre na máquina partidária, mas transferiu seu domicílio eleitoral para o Pará em razão de missões petistas. Ainda não o trouxe de volta. Evitou fazer isso em 2010 para não ser confundido como postulante ao cargo de prefeito de São Paulo, que estava reservado a Haddad. Padilha tem a preferência pessoal de Lula, mas carrega um contra-peso: a área da Saúde é que tem a pior avaliação popular no governo Dilma. É uma missão impossível corrigir essa percepção nos 17 meses que faltam para a eleição. Pode ser, por isso, que Lula tire o pé dessa candidatura.
A prosseguir a situação de crescimento abaixo das expectativas do PIB, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, terá dificuldades em deixar o cargo para concorrer a governador. Mas ele é sim uma alternativa com que Lula trabalha para concorrer ao governo do Estado mais industrializado do País. O perfil de capitão de uma economia que gerou 19 milhões de empregos é, de fato, adequado para tentar empolgar as elites e as bases do eleitorado paulista, mas Mantega ainda depende de haver crescimento robusto nos próximos meses para ter segurança suficiente em trocar o posto de chefe de política econômica pelo de candidato em São Paulo.
Marta, por sua vez, vive seu melhor momento. Ela reagiu com a disciplina esperada à carona que lhe aplicada por Lula, ao preferir Haddad em lugar dela, que era a líder disparada nas pesquisas para a prefeitura da capital em 2010. Ao assumir, como espécie de prêmio de consolação, o Ministério da Cultura, ela não se acomodou. Ao contrário. Marta dinamizou a pasta, que sofria um turbilhão de críticas na gestão da antecessora Ana de Holanda. Ao criar o Vale Cultura, a nova ministra inovou num tema caro ao PT – o do subsídio direto contra a pobreza –, acrescentando renda no bolso do público e, assim, agradando a influente classe artística. Uma das confidentes da presidente Dilma, Marta voltou a se aproximar do ex-presidente Lula, com quem nunca rompeu.
Ambos têm conversado com frequência. O comportamento de Marta na campanha de Haddad, carregando o candidato por seus redutos eleitorais na periferia, foi considerado fundamental pelo partido para a vitória do atual prefeito. A ministra, ainda, talvez seja, na elite petista, a mais próxima e querida da população mais pobre. Com grandes redutos consolidados na populosa periferia da capital, Marta é vista como espécie de superstar nas cidades do interior. Fazer uma campanha dinâmica, alegre e desenvolvimentista já seria fácil para o PT com ela como candidata. Agora, com o título para Marta de melhor prefeita de São Paulo nos últimos 30 anos, ficou mais fácil ainda.