quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


RESUMO DAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS DE HOJE, 30-01-2014 (QUINTA-FEIRA)

30 de janeiro de 2014
Correio Braziliense

Manchete: Polícia quer política, Brasília quer polícia
A Operação Tartaruga, deflagrada por uma facção de policiais militares, expõe os brasilienses à perigosa estratégia de tratar a segurança pública com interesses eleitoreiros. As mensagens agressivas nas redes sociais, a distribuição de outdoors pelo Distrito Federal, o discurso corporativista e o apoio de políticos interessados apenas em votos prejudicam o atendimento à população e contribuem para o avanço da violência. Nos primeiros 29 dias do ano, o DF teve 63 homicídios— mais de dois por dia. Esse índice está 28% acima das mortes violentas registradas no mesmo período em 2013. Preocupados com a ação dos bandidos, empresários pretendem suspender o comércio 24 horas e planejam iniciativas independentes e manifestações em favor de mais segurança. (Págs. 1 e 22)
Ideli se junta a Palocci e a Erenice na falta de ética
Relatório de comissão que analisa uso de helicóptero da PRF por parte da ministra defende punição nos moldes dados a petistas em 2011. (Págs. 1 e 2)
A R$2,43, dólar seguirá em alta
Corte de incentivos nos EUA e incerteza global impulsionam moeda norte-americana, que chegou a ser negociada acima de R$ 2,45. Analistas acreditam que pressão deve continuar e que o governo precisará entrar mais no mercado. (Págs. 1 e 10)
Maconha: Absolvição será revista
Ministério Público do DF recorre da sentença dada por juiz da 4ª Vara de Entorpecentes, que livrou homem com 46 gramas da droga em visita à Papuda. (PÁGS. 1 e 25)
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Estado de Minas

Manchete: O perigo passa por aqui
É grande o risco de acidentes em BH como o que derrubou passarela e matou cinco no Rio.

A imprudência de motoristas, aliada à fiscalização deficiente e à falta de sinalização de altura em várias passarelas, torna real a chance de que caminhões batam nas estruturas, como ocorreu na capital fluminense. O perigo ronda corredores como a BR-356 e o Anel Rodoviário. O Estado de Minas percorreu as duas vias e constatou a ausência de placa com limite de altura, que é obrigatória, em pelo menos cinco travessias. Amassada, uma delas, no Bairro Bonsucesso, demonstra que já foi atingida. Há quatro anos, um caminhão com a caçamba levantada bateu em outra, no Bairro Santa Maria, amassando as grades. Por sorte ninguém estava passando na hora e a passagem elevada não desabou. Também os viadutos do Complexo da Lagoinha já sofreram colisões de veículos mais altos. (Págs. 1 e 17)
Desemprego volta a subir na grande BH
A taxa saltou de 5,1% em 2012 para 6,9% no ano passado, na primeira alta desde 2009. Das 106 mil pessoas que procuraram emprego, só 56 mil conseguiram. (Págs. 1 e 10)
Maconha: Juiz absolve réu flagrado com 46 gramas da erva
Para magistrado de Brasília, a maconha tem "caráter recreativo e medicinal"e sua proibição, enquanto álcool e tabaco são liberados, é fruto de uma cultura atrasada. (Págs. 1 e 9)
Rolezinhos: União deixa para estados a negociação com os jovens (Págs. 1 e 8)

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Jornal do Commercio

Manchete: Carnaval de 720 estrelas
Prefeitura do Recife divulgou a programação da folia da cidade e número corresponde apenas aos shows de palco, em 63 polos, por onde passarão artistas como Gil, Martinho da Vila, Alcione, Lenine, Alceu e muitas outras feras. (Págs. 1 e cidades 3 e 4)
Piso nacional dos professores sobe 8,32%
Valor chega a R$ 1.697 na educação básica. índice provocou atrito com a categoria, que esperava percentual entre 13% e 15%.(Págs. 1 e 7)
Fiscalização localiza falhas em seis balanças do aeroporto do Recife (Págs. 1 e economia 1)

Servidor dos Correios deflagra nova greve por causa de plano de saúde (Págs. 1 e capa dois)

Governo remaneja R$ 39 milhões de Suape para obras da Copa (Págs.1 e economia 4)

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Zero Hora

Manchete: Justiça multa rodoviários e considera greve ilegal
Empresas da Capital foram autorizadas a descontar dias parados e a contratar funcionários temporários.

Sem ônibus, os passageiros sofrem nas filas de lotações.

A disputa por poder nos bastidores da paralisação.

Dicas para driblar a falta de transporte coletivo. (Págs. 1, 4, 5, 8, 12 - Rosane de Oliveira, 17 - Carolina Bahia e 55 Paulo Sant’ana)
Piloto e aluno morrem em queda de avião
Instrutor chegou a comunicar pane, mas aeronave caiu a dois quilômetros da pista,em Cachoeira do Sul. (Págs. 1 e 35)
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Brasil Econômico

Manchete: Dependência do capital estrangeiro chega ao maior nível
A necessidade de financiamento externo chegou a R$ 130 bilhões em 2013, sem contabilizar os números do quarto trimestre. É o patamar mais elevado desde 2006, último ano em que houve sobra para o país investir com dinheiro próprio. Ainda assim, economistas questionam o título de “frágil” atrelado ao Brasil por analistas estrangeiros. (Págs 1, 4 e 5)
Tesouro anuncia emissões em euro e iene no início de 2014 (Págs. 1 e 11)

Estímulo: Fed anuncia novo corte de US$ 10 bi
O banco central americano manteve a disposição de reduzir a ajuda à economia. No Brasil, mercado já prevê juros a 11%. (Págs. 1 22 e 24)
Limpando a área


Discurso de Obama foi recebido como roteiro de campanha deste ano dos democratas: desafiar republicanos que criticam a lei de assistência médica. (Págs. 1 e 27)
Nadja Sampaio: Como identificar as operadoras após a portabilidade? (Págs. 1 e 15)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Empresários evitam declarar apoio a ida de Josué para ministério de Dilma     

 DE SÃO PAULO

 Líderes empresariais estão evitando encampar publicamente o nome do industrial Josué Gomes da Silva para o Ministério do Desenvolvimento, que ficará vago com a saída de Fernando Pimentel para a disputa do governo de Minas Gerais. Apesar de gostarem da opção, não querem se sentir devedores da presidente Dilma Rousseff.
A presidente aposta todas as fichas em Josué, dono da indústria têxtil Coteminas e filho do vice-presidente José Alencar, para quebrar a tensão com o setor produtivo. Segundo funcionários graduados do governo, se ele não aceitar, Dilma não tem um plano B no empresariado.
Nos últimos dias, o governo emitiu sinais de que gostaria que líderes dos empresários venham a público mostrar apoio a Josué. Procurada, a Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo) preferiu não se manifestar. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que seu presidente, Robson Andrade, está em férias.
Segundo a Folha apurou, a cautela deles e de outros nomes fortes do empresariado tem dois motivos: não constranger Josué a aceitar o cargo; e não transformar a indicação do dono da Coteminas num pleito da indústria.
Críticos do governo Dilma, eles não querem passar a impressão de que estariam colocando seu representante no Ministério, o que poderia enfraquecê-los em futuras divergências com o Planalto. A empresários que o procuraram para manifestar apoio, Josué disse que, por enquanto, trata-se "de especulações". À Folha, ele também afirmou que não comentaria "especulações".


Zanone Fraissat - 21.nov.2013/Folhapress
Josué Gomes da Silva, empresário e filho de Jose Alencar, durante entrevista
Josué Gomes da Silva, empresário e filho de Jose Alencar, durante entrevista
Dentro do Planalto, a possibilidade de Josué assumir a pasta do Desenvolvimento é tratada como estratégica para melhorar o relacionamento com o setor produtivo. O entorno da presidente sabe que, para os empresários, o governo é fechado, comunica-se mal e ignora suas queixas. O dono da Coteminas seria a solução para diminuir essa distância.
A visão do empresariado em relação a Josué, no entanto, não é uniforme. Para os industriais, o filho de José Alencar seria um potencial defensor de bandeiras tradicionais do setor como câmbio desvalorizado, juros baixos e medidas de defesa comercial contra produtos estrangeiros. Esse não é o perfil ideal para setor financeiro, que implica com qualquer coisa que lembre interferência do governo no mercado.
DILEMA
A decisão de Josué não é fácil. Ele se filiou recentemente ao PMDB para candidatar-se a um posto eletivo, preferencialmente senador por Minas Gerais, seguindo os passos do pai.
Sua candidatura ao Senado é bem vista por parte do PT, que ganharia o apoio de um nome de peso na coligação mineira. O problema é a concorrência do atual governador, Antonio Anastasia, que pretende concorrer à mesma vaga pelo PSDB e é bem avaliado pela população. Outra opção seria ser vice na chapa de Pimentel.
Se Josué resolver se candidatar em vez de ser ministro, aumentam as chances de escolha de um técnico para a pasta do Desenvolvimento, situação que Dilma gostaria de evitar. Um dos cotados é Mauro Borges, presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), sugerido por Pimentel.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Acordo sobre programa nuclear iraniano entra em vigor no dia 20 de Janeiro
É válido por um período de seis meses e pode ser renovado. Paralelamente deverão decorrer negociações mais amplas sobre o dossier nuclear.


Instalações nucleares iranianas MYCHELE DANIAU/AFP-Arquivo
                        

O Irão aceita suspender o enriquecimento de urânio a mais de 5% e receberá as primeiras parcela de bens que tem congelados devido às sanções internacionais, nos termos do acordo obtido a 24 de Novembro de 2013.
Um responsável do Departamento de Estado do governo norte-americano anunciou no domingo que o Irão receberá a partir do início de Fevereiro 550 milhões de dólares (402 milhões de euros). Os bens iranianos congelados, e que deverão gradualmente ser desbloqueados, estão calculados em sete mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros).
O entendimento obtido em Novembro entre o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha) e o Irão prevê que o país suspenda durante seis meses as suas actividades nucleares mais sensíveis a troco de um levantamento parcial das sanções ocidentais. É válido por um período de seis meses e pode ser renovado. Paralelamente, deverão decorrer negociações mais amplas sobre o dossier nuclear que, se forem bem sucedidas, deverão conduzir ao levantamento das sanções comerciais e financeiras que, por agora, se mantêm.
O entendimento foi anunciado pelo ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros do governo de Teerão e confirmado depois pela União Europeia. “A aplicação do plano de acção conjunto começará a 20 de Janeiro”, declarou o porta-voz do ministério, Marzieh Afkham.
“A partir de Janeiro, o Irão começa pela primeira vez a eliminar o seu arsenal de urânio enriquecido a altos níveis e a desmantelar parte da infra-estrutura que torna possível esse enriquecimento”, comentou o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Ainda que limitado a um período de seis meses, o acordo conseguido em Novembro com o Irão pela China, Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido e Alemanha foi considerado potencialmente histórico por se seguir a uma década de profunda desconfiança e manobras para ganhar tempo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Panorama Político - 09-01-2014 (O Globo - Ilimar Franco)
Centralismo democrático            

                A Executiva nacional do PSDB vai aprovar resolução, no início de fevereiro, retirando a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças. As decisões dos estados serão submetidas ao aval da direção nacional e aos interesses da candidatura de Aécio Neves ao Planalto. Os tucanos querem evitar acordos que favoreçam candidatos à Câmara, mas não a de sua candidatura a presidente.

Comitê de recepção
Ao retirar a autonomia dos estados para fazer alianças, o comando do PSDB quer evitar que seus caciques regionais se juntem a adversários no plano nacional. A cúpula tucana não quer submeter Aécio Neves aos apetites de suas bancadas estaduais. Estas, poderiam promover acordos para reeleger seus deputados, mesmo deixando Aécio sem palanque. No pleito de 1989, o candidato do PMDB, Orestes Quércia, chegou a aeroportos no Nordeste sem ninguém para recebê-lo. Em 1994, para evitar que isso ocorresse com o ex-presidente Fernando Henrique, o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se lançou candidato ao governo de Santa Catarina.

"Meu amigo Eduardo (Campos) vai precisar endurecer o couro para conviver com o baixo padrão ético com que o PT enfrenta os adversários” 

Aécio Neves
Presidente do PSDB e senador (MG)

Fato consumado
O comando do PMDB garante que a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio está sacramentada. Dizem que após o governador Sérgio Cabral deixar o cargo, em março, ninguém vai impedir Pezão de do de concorrer à reeleição.


A sucessora
Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro passado em decorrência de um câncer, deverá concorrer ao Senado no lugar de seu marido, que concorreria à vaga. Entre os partidos aliados (PT, PSB e PMDB), a indicação é consenso e entendida como uma homenagem ao trabalho político de Déda.

Retrato do momento
Adversários do PT do Rio, de todas as matizes, avaliam que a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias “não explodiu”. O petista tem se mantido numa posição apenas discreta, abaixo de Anthony Garotinho e de Marcelo Crivella.

Apostando em novos ares
O governo vai antecipar a entrada do consórcio Changi Airports/Odebrecht no Galeão. Isso deveria ocorrer em agosto, após a Copa. Mas ele vai começar a operar em 15 de janeiro, na entrega do plano de trabalho ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. A antecipação ocorrerá também no Aeroporto de Confins, já na próxima semana.

Abaixo de zero
O governo vai licitar empresa de refrigeração para amenizar o calor no terminal de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Para evitar empresas sem qualificação, um dos requisitos do edital será know-how em refrigeração de grandes ambientes.

E por falar em atraso
De todos os aeroportos em obras, o que está dando maior dor de cabeça ao governo é o de Fortaleza. A reforma da pista é considerada lenta e um dos temores é o de que, nesse ritmo, não seja concluída até o começo da Copa, em junho.

O Ministério da Saúde deixou de pagar emendas de muitos deputados. Elas se destinavam a hospitais, Santas Casas e instituições inadimplentes.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Avaliação positiva do governo Dilma sobe a 43% em dezembro--CNI/Ibope

13 de dezembro de 2013 | 14h 18

  • JEFERSON RIBEIRO - Reuters
A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff subiu em dezembro, puxada principalmente pela melhor percepção sobre ações do Executivo, mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira.


Segundo o levantamento, a avaliação ótima e boa do governo Dilma foi a 43 por cento, ante 37 por cento em setembro, enquanto a ruim ou péssima passou para 20 por cento (22 por cento em setembro) e a regular recuou a 35 por cento (39 por cento).

Já os índices que avaliam o desempenho pessoal da presidente se mantiveram estáveis. O percentual dos que confiam na presidente se manteve nos mesmos 52 por cento de setembro.

A aprovação da maneira de governar de Dilma oscilou para cima, mas dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, para 56 por cento, ante 54 por cento em setembro, enquanto o percentual dos que desaprovam caiu para 36 por cento, ante 40 por cento.

Para o gerente executivo de pesquisas e competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato Fonseca, a melhora na avaliação positiva do governo pode ser explicada, em parte, porque os dados de setembro ainda estavam sob impacto da forte queda recorde de popularidade de Dilma e do governo no período das manifestações iniciadas em junho.

"Na passagem de setembro para novembro não houve melhora na avaliação da confiança da presidente ou no modo de governar da presidente, houve melhora na avaliação do governo. Então você tem claramente uma mudança muito pelo que o governo está fazendo nesse período", disse Fonseca.

Segundo ele, essa melhora também pode estar relacionada com o lançamento do programa Mais Médicos. "Não que já tenha tido resultado, mas quando começa a anunciar medidas e tomar algumas decisões isso acaba afetando a avaliação."

Das nove áreas de atuação do governo avaliadas pela pesquisa, houve melhora numérica nos índices de aprovação em todas, sendo que em apenas duas essa melhora ficou dentro da margem de erro. Mesmo assim, a única área em que a aprovação é maior que a desaprovação é no combate à fome e à pobreza, com 53 por cento.

Fonseca afirmou que é difícil dizer se a melhora da avaliação do governo registrada nesta pesquisa é uma tendência porque a disputa eleitoral do ano que vem pode alterar esse quadro. Além disso, ele acredita que pode haver uma piora nas condições econômicas, aspecto pouco observado pelos entrevistados neste levantamento.

ESTADOS

A presidente e o governo têm avaliação positiva superior à média nacional na maioria dos Estados, mas abaixo da média em eleitorados grandes como Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, o que pode ter influência na disputa presidencial.

Enquanto o governo ostenta uma avaliação ótima/boa de 43 por cento em termos nacionais, ela atinge sua pior avaliação na capital federal, com apenas 26 por cento de ótimo e bom. Em São Paulo, maior eleitorado do país, a aprovação do governo é de apenas 35 por cento. No Rio, 31 por cento classificaram o governo como ótimo e bom.

O percentual de pessoas que confiam na presidente no país é de 52 por cento, mas no DF esse índice é de apenas 28 por cento, em São Paulo, chega a 39 por cento e no Rio está em 44 por cento.

Em compensação, em outros colégios eleitorados importantes, como a Bahia e Minas Gerais, a aprovação do governo é superior à média nacional, A confiança em Dilma chega a 59 por cento entre os mineiros e a 64 por cento entre os baianos.

A pesquisa feita pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro, envolvendo também a avaliação dos governadores dos Estados. Para a avaliação da presidente Dilma e seu governo foram entrevistadas 2.002 pessoas no país.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

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domingo, 8 de dezembro de 2013

Preferência por Dilma aumenta à esquerda
 

DE SÃO PAULO

 
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Perece uma escadinha. Quando mais simpático às teses de esquerda é o eleitor, maior a chance de ele declarar voto na presidente Dilma Rousseff nas simulações eleitorais feitas pelo Datafolha.

Se a principal disputa de 2014 fosse feita apenas entre os brasileiros que se associam às ideias de direita, Dilma teria 37% dos votos, conforme o cenário mais provável da eleição -contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Entre os eleitores de centro-direita, a petista sobe seis pontos. No centro, pula mais algumas casas e atinge 47%. Avança outros três pontos se a eleição fosse só entre os brasileiros de centro-esquerda. E atinge seu recorde, 54% das intenções de voto, se a Presidência da República fosse decidida exclusivamente pelos eleitores esquerdistas.

Nenhum dos outros três nomes mais cotados para a disputa apresenta uma variação tão elástica como esta, de 17 pontos entre o pior e o melhor desempenho na escala de tendências ideológicas.

Com os outros, as alterações também não são tão compassadas entre os diferentes grupos de afinidade ideológica, como se fosse mesmo uma escadinha no gráfico (confira abaixo).

Pelos mesmos critérios, quem tem as características mais parecidas com as de Dilma é a ex-senadora Marina Silva (PSB), que varia 11 pontos entre o seu pior desempenho (18% entre os direitistas) e o seu recorde (29% no grupo dos de centro-esquerda).

Marina, que não conseguiu montar seu próprio partido a tempo de disputar a eleição de 2014 e então filiou-se ao PSB, é considerada hoje uma candidata menos provável que Campos, o presidente nacional da legenda.

O perfil ideológico dos eleitores marineiros foi extraído do cenário em que a ex-senadora disputa contra Dilma e Aécio Neves.

Na sentido oposto ao de Dilma, o senador tucano é o único dos quatro principais postulantes que apresenta desempenhos melhores entre os eleitores de direita e centro-direita.

As intenções de voto em Aécio vão piorando conforme o eleitorado vai ficando mais simpático às teses de esquerda.

FORMULAÇÕES

O Datafolha também cruzou as intenções de voto de cada candidato com os resultados do questionário de 16 perguntas que serviu de base para a classificação dos eleitores na escala que vai da direita à esquerda.

Assim, é possível saber com quais frases os eleitores de cada candidato mais se identificam.

Os eleitores de Dilma, por exemplo, são os mais simpáticos à ideia de que quanto mais benefício a pessoa tiver do governo, melhor. 52% deles preferem isso à ideia de que quanto menos dependente do governo, melhor.

O maior contraste, nesse aspecto, é com os eleitores de Aécio. Só 40% deles preferem a formulação dos benefícios em detrimento da independência do Estado.

Uma das características que distingue os eleitores de Aécio da média é a ideia de que a pobreza está mais ligada à preguiça do que à falta de oportunidades.

Entre os simpatizantes de Campos, 65% dizem que o governo deve atuar na economia para evitar abusos de empresas, taxa acima da média.

O Datafolha ouviu 4.557 pessoas nos dias 28 e 29 de novembro. A margem de erro é 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Editoria de Arte/Folhapress