quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Doria cresce, Russomanno cai e eleição em São Paulo tem triplo empate


Eduardo Anizelli/Folhapress
Haddad (PT), Marta (PMDB), Russomanno (PRB), Doria (PSDB), Olímpio (SD) e Erundina (PSOL), em debate na Gazeta, com a mediadora Maria Lydia ao centro
Haddad (PT), Marta (PMDB), Russomanno (PRB), Doria (PSDB), Olímpio (SD) e Erundina (PSOL), em debate na Gazeta, com a mediadora Maria Lydia ao centro
A eleição municipal em São Paulo chegou a um triplo empate técnico, comcrescimento de João Doria (PSDB) e queda de Celso Russomanno (PRB).
Segundo pesquisa Datafolha, o tucano alcançou 25% das intenções de voto, enquanto o deputado caiu para 22%. Marta Suplicy (PMDB) oscilou negativamente para 20%.
O mesmo cenário de empate foi projetado para o segundo turno, em simulações entre os três candidatos.
A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha e a TV Globo, é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto ouviu 1.260 pessoas, nesta quarta-feira (21). 

O resultado mostra que Doria, que tem o maior tempo de televisão, cresceu 20 pontos percentuais em um mês de campanha, tendo largado com 5%, segundo pesquisa do final de agosto, e passado a 16% no início de setembro.
Apadrinhado pelo governador Geraldo Alckmin, o candidato se apresenta como um gestor em sua estreia em uma eleição marcada pela rejeição à classe política.
Já Russomanno tinha 15 pontos de folga no início da corrida –de 31% da intenção de voto, ele caiu para 26% e agora está com 22%.
A queda coincide com comentários polêmicos feitos pelo deputado, que primeiro disse que o aplicativo Uber atua na "ilegalidade" e depois se recusou a opinar sobre a reforma trabalhista proposta pelo governo Temer para não "naufragar".
Marta cresceu na primeira fase da campanha de 16% para 21% e manteve a posição com o atuais 20%.
Ela se tornou alvo preferencial do prefeito Fernando Haddad (PT), que procura vinculá-la ao governo Temer, que o PT chama de "golpista".
A quase duas semanas do primeiro turno, Haddad, candidato à reeleição, manteve -se no mesmo patamar, com 10% das intenções de voto, ante os 9% aferidos na pesquisa anterior.
Luiza Erundina (PSOL) oscilou de 7% para 5%.
Major Olímpio (SD) ficou com 2%, Levy Fidelix (PRTB), 1%, e Ricardo Young (Rede) e João Bico (PSDC) não atingiram 1%. Henrique Áreas (PCO) e Altino (PSTU) não foram citados.
Votos brancos ou nulos somaram 11%, e 4% dos eleitores não opinaram.
SEGUNDO TURNO
Nas projeções de segundo turno feitas pelo Datafolha, há empate técnico entre os três primeiros colocados.
Russomanno ficaria com 44% ante 38% de Doria e 40% se pegasse Marta, com 41%.
Se a disputa fosse entre Doria e Marta, o tucano teria 41% e a senadora 42%.
REJEIÇÃO
O prefeito continua com a maior rejeição entre os adversários, de 45%. Depois dele, Fidelix é descartado por 30% do eleitorado, Marta por 29%. Erundina e Russomanno têm rejeição de 27% –o deputado tinha 21% na pesquisa anterior.
Se 20% dos eleitores disseram que não votariam em Doria no início do mês, agora 19% mantiveram a posição.

Postado por Carlos PAIM

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